26/09/2008 Progressão Funcional. Qual Universidade queremos?

26/09/2008
Título:Progressão Funcional.Qual Universidade queremos?
Roberto José Moreira

A direção superior da UFRRJ tem pautada para discussão de uma proposta de Progressão Funcional, divulgada neste mês de setembro de 2008, que, após debate e aprovação nas instâncias legais da Instituição, passará bianualmente a ser aplicada às avaliações de cada docente que pleitear a progressão funcional.
Levanto aqui algumas questões preliminares sobre a Proposta colocada em discussão.

Parto do princípio de que os quesitos identificados como de ensino, de pesquisa, de extensão universitária e de atividades administrativas e de representação, as ponderações quantitativas e qualitativas a eles atribuidas e as exigências mínimas associadas estes quesitos indicam o que a direção superior, que encaminha a proposta, espera do trabalho de seus docentes, indicando indiretamente o que seria valorizado para o dia a dia e o futuro da Universidade.

Estamos de acordo com esta proposta?

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04/08/2008 Avaliação acadêmica: uma nova postura?

04/08/2008

Avaliação acadêmica: uma nova postura?
Roberto José Moreira

Ao entrar no Quiosque professor para lançar a avaliação final da disciplina de graduação que ministrei no primeiro semestre de 2008 tive uma grata surpresa ao clicar no "avaliação acadêmica" e ao ter acesso ao pequeno texto da Profa. Nídia introduzindo uma postura desta gestão, naquilo que se refere à avaliação da graduação.

Como ex-presidente e redator da Comissão que gerou a Projeto de Avaliação Institucional de 1995 (UFRRJ, vol. I - Avaliação do ensino de graduação, aprovado e implementado na gestão do Prof. Mânlio) e como principal sensibilizador para a adoção do processo avaliativo em 1995, quero parabenizar a atual decana de graduação por reintroduzir - embora tardiamente, a meu ver - a política de avaliação acadêmica naquilo que se refere à graduação.

Digo tardiamente, por entender que esta adoção tardia é uma resposta à critica que realizei, em junho deste ano, quando ainda participava da articulação da re-candidatura do atual reitor a um novo mandato, já tratada em textos anteriormente divulgados.

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17/07/2008 Carta Pública ao Colega Roberto Moreira

17/07/2008

Carta Pública ao Colega Roberto Moreira
(assinada pelos Profs. Mânlio, Raimundo e Berbara)

Entendemos sua posição de iniciar movimento eleitoral nesta hora justamente aberta a todos os professores, estudantes e técnico-administrativos, visando aprofundar a discussão dos temas de interesse da nossa Universidade. Sensibiliza-nos seu desprendimento quando se posiciona proclamando, sem deixar margem a dúvidas, querer ir além de pontos de vista particulares ou de grupo.
Na articulação em que nos situamos – uma articulação da qual participam, dentre outras, alas do antigo grupo de 2004, diretores de Instituto, correntes que quatro anos atrás convergiam em torno da profa. Regina Araújo, docentes novos na Rural –; nós incentivamos a todos aqueles – e são muitos – que também com desprendimento têm um posicionamento similar ao seu. Temos confiança de que nosso candidato Ricardo Miranda, por suas posturas, no transcurso do Reitorado e agora em nossas reuniões, vê com simpatia e interesse este aprofundamento discursivo, pois dele sairão boas diretrizes para orientar a equipe que se encontrará, após as eleições, à frente da UFRRJ.

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11/07/2008 Manifesto aos sentimentos das pessoas da UFRRJRoberto

Manifesto aos sentimentos das pessoas da UFRRJ
Roberto José MoreiraURRRJ, 11 de julho de 2008

Às pessoas dos estudantes, técnico-administrativos e professores, homens e mulheres brasileiros(a)s que votarão nas próximas eleições diretas para a escolha do reitor(a) e vice da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.

Dirijo-me a vocês como um eleitor preocupado com o vir a ser de nossa Universidade. Esta minha manifestação visa apenas a auxiliar o pensamento reflexivo sobre o poder de seu voto. Divulguem-na e discuta com as pessoas de suas relações mais próximas, obviamente se julgarem que este manifesto é relevante. Não tenho a pretensão de atacar ou defender ninguém. Se alguém assim o sentir, peço desculpas antecipadamente.

Esta minha ousadia só é possível por que estamos na Universidade e somos parcialmente responsáveis por ela. A liberdade de pensamento é um dos fundamentos necessários à prática do ensino, da pesquisa e da extensão universitária. Nesta conjuntura eleitoral de 2008 eu havia decidido não me envolver diretamente em nenhuma articulação de candidaturas para a Reitoria. Após um convite insistente do atual Reitor entrei na articulação de sua reeleição. Após uma participação inicial, explicitada em outros documento já divulgados e posteriormente postados neste blog, decidi afastar-me daquela articulação.
Este afastamento motivou um Manifesto público, dirigido aos professores Manlio, Berbara e Raimundo, no qual postulava a necessidade de articular uma nova Chapa, mesmo que fosse para perder. Neste momento é que decidi criar este blog, como veículo para a criação de um Movimento de mais longo prazo.

É neste momento que escrevo este texto dirigido à comunidade das pessoas da Rural.

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06/07/2008 Manifesto por uma Reforma Universitária Democratizante

06/07/2008
Manifesto por uma Reforma Universitária Democratizante

Roberto José MoreiraUFRRJ, 28/06/2008. Revisto em 06/07/08

Correspondência aos Amigos Raimundo, Berbara e Mânlio

Dou força à batalha de vocês três, os "mosqueteiros" da última reunião da Articulação pró-candidatura do Ricardo Miranda. Como vocês sabem estou fazendo consultas sobre a criação de um Movimento por uma Reforma Universitária Democratizante, que ainda poderia gerar uma Chapa Reforma Universitária Democratizante, alternativa à gerência da mesma universidade, em particular desta universidade que nos restou após a frustração da estatuinte convocada pelo Mânlio.

O Movimento visaria criar a base de uma nova universidade Rural. O Raimundo desestimula-me a formar uma Chapa e Mânlio e Berbara são cépticos, e sem ânimo para tal aventura quixotesca. Este texto visa principalmente esclarecer a vocês três as motivações e análises que me estimulam a não ficar calado. Minha análise é a de que essa Chapa alternativa perde. Mas, para tornar a inscrição viável pelas regras eleitorais vigentes necessitaria de no mínimo oito nomes coesos os objetivos que procuro esclarecer a vocês. O que não vejo tão difícil assim. ESTRATEGICAMENTE estou utilizando esta fala dirigida a vocês três para falar a toda a Universidade, em uma espécie de carta aberta.
A Chapa perde, mas o Movimento sairá vitorioso na medida em que deixará visível que parte significativa da universidade (10%, 20%, 30%,ou 40%) ainda aspira uma reforma democratizante no Estatuto e no Regimento Geral, regulando assim novos comportamentos acadêmicos.
Vitorioso na medida em que recoloque antigas questões docentes amortecidas pelo tempo e pelo poder, inclusive destes três anos da gestão atual, que pretende apenas adequar os "documentos legais à legislação", em uma abordagem jurídica e legalista.

Minhas "tensões" no interior da cultura universitária ruralina há 27 anos têm sido nesta direção, mas não tenho encontrado o caminho para apresentá-las à discussão na trajetória de minha inserção na política universitária desde a chapa Primavera, de 1984, quando surpreendentemente entrei na primeira lista das eleições diretas da Rural.

Mesmo meu "afastamento" recente da Articulação a favor da reeleição do Ricardo foi um movimento consciente neste tensionamento. Não vejo mais, no ambiente dessa Articulação que vocês ainda participam, espaço para essas discussões.

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05/07/2008 Documento para reflexão

05/07/2008
Documento para reflexão

Contribuição aos debates articulados à reeleição do Prof. Ricardo MirandaRio, 30 de maio 2008

Matrizes Conceituais
Por éticas e hábitos universitários sócio-cientificamente críticos e democráticos

Entendo que a Diretriz para o aprofundamento das diretrizes de ação da política acadêmica deveria ter como meta prioritária à construção de uma sociabilidade na cultura universitária e na gestão administrativa que objetivem construir, liderar e gerir processos democráticos capazes de:a. realizar a crítica da ciência, da técnica e da sociedade;b. de formar de profissionais e cientistas flexíveis, críticos e responsáveis, críticos da ciência e da sociedade;c. de entender que a “máquina administrativa” deve estar a serviço do bom ensino, da boa pesquisa e da extensão: ed. que contribuam na construção de uma Universidade pública socialmente engajada na construção da cidadania, da ampliação dos espaços democráticos de acesso à universidade e de uma sociedade brasileira socialmente justa.
Entendo ainda que nos movimentar nesta direção universitária cumpre-nos reconhecer as responsabilidades diferenciadas do corpo docente, técnico-administrativo e do corpo discente no uso de recursos públicos e da função social da Universidade, no ensino, na pesquisa e na extensão. A meu ver: a) O corpo docente tem a maior responsabilidade pelo presente e futuro da Universidade por ser responsável pela direção, qualidade e eficiência do ensino, pela pesquisa e pela extensão e por construir e transmitir valores éticos e comportamentais próprios da ciência crítica e da cultura democrática. (Obviamente, descartando e lutando contra outros valores, éticas e comportamentos, mesmo entre os docentes). b) Os servidores técnico-administrativos são fundamentais por responderem pela eficiência, qualidade e rapidez das instâncias técnico-burocrática e os órgãos administrativos que dão suporte ao ensino, a pesquisa e à extensão e por construírem a ética e os valores comportamentais no trato da coisa pública. . (Obviamente, descartando e lutando contra outros valores, éticas e comportamentos, mesmo entre os técnico-administrativos. c) Os estudantes, frutos dos esforços dos docentes e servidores, de seus pais, sas escolas por que já passaram e da sociedade em gera são os sujeitos participantes responsáveis pelo futuro da sociedade, por serem portadores de anseios e das responsabilidades futuras na profissão e na ciência, bem como portadores dos valores éticos e morais e comportamentais que receberem e construírem na Universidade, bem como portadores do sentido social e dos conteúdos da profissão que receberem em sua passagem pela Universidade.

A convicção acima apresentada compõe o PRESSUPOSTO minha contribuição. Como estamos em um campo de articulação política universitária penso relevante sabermos se estes pressupostos são aceitos. Se não, quais seriam os pressupostos que regeriam as nossas ações comuns?

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Lênin e Gramsci, de Raimundo Santos

Prezados/as, tenho participado da articulação em favor da candidatura de Ricardo Miranda, no seio da qual defendo a formação de uma chapa rigorosamente plural, compondo todas as áreas que comparecem às reuniões, incluídos profs. que não estão alinhados com as tendências dessa mesma articulação e que possuidores de relevada competência acadêmica e de gestão universitária; e ainda tenho defendido a convergência da chapa R. Miranda com o movimento de ídéias do Roberto Moreira. Escrevi alguns textos divulgados na lista de e-mails da citada articulação. Em apoio àquela concepção de chapa pluralista recentemente escrevi e publiquei no Rural Semanal os três seguintes paragrafos que tomo a liberdade de lhes enviar.


Lênin e Gramsci
Lênin e Gramsci guiaram as esquerdas comunis­tas até os anos 1970, a marxista-leninista e, de­pois, a vertente que se reivindica apenas marxista. Eles as orientaram na busca de uma sociedade homo­gênea na qual a política e o Estado já não teriam serventia (neste estágio a "administração das pes­soas" seria substituída pela "administração das coi­sas", cf. Engels). A ditadura do proletariado viria ga­rantir a supremacia popular requerida para alcan­çarmos essas utopias igualitárias (cf. Marx e Engels, sobremaneira Lênin, no limiar do século XX).
Gramsci elabora suas teorias no contexto da crise de 1929, quando o poder burguês já não se sustenta exclusivamente no uso da força (no Esta­do, por ele renomeado como "sociedade política"). Ampliado, o Estado passa a contar com o consen­so obtido por meio de um "conjunto de "aparelhos privados de hegemonia" (escolas, partidos etc.), a "sociedade civil". Nessa circunstância, a revolu­ção não se reduz a um assalto direto ao Estado (Rús­sia, 1917). Ela assume forma de uma "guerra de trincheiras" ou "posições" no interior da "socie­dade civil", não desconsiderada a captura da "ca­samata" mais forte: a "sociedade política". Para Gramsci, a revolução consiste num processo lar­go de renovamento "ético-político", "catarse" (sic). Todavia, assim pensada (consenso prévio, insti­tuições), a revolução pressupunha hegemonia. No contexto já muito diversificado daquela época de "capitalismo organizado", o socialismo, no "Oci­dente" (nas sociedades complexas; "Ocidente" não é conceito geográfico), requer supremacia de um bloco nacional-popular.
O núcleo dessa teoria gramsciana – a hege­monia – foi discutido intensamente desde que Bobbio fixou nosso paradoxo nos anos 1970: de­mocracia no capitalismo; socialismo sem democra­cia. A esquerda vem se debatendo ante o desafio de renovar a sociedade por meio da política, sob o Estado Democrático de Direito. Habermas, a quem sigo, define-se pelo caminho da "identificação sem reservas com o Estado democrático de direito, sem o abandono de objetivos reformistas muito além do status quo". [Ver também versão expandida em Democracia Política e Novo Reformismo http://gilvanmelo.blogspot.com].

Instantes

Instantes
Lançamento de livros do Programa CPDA. Foto: RJ Moreira

Instantes

Instantes
Artista: Roberto. Mostra Instantes, ICHS.

17 de jul. de 2008

Carta Pública ao Colega Roberto Moreira

Entendemos sua posição de iniciar movimento eleitoral nesta hora justamente aberta a todos os professores, estudantes e técnico-administrativos, visando aprofundar a discussão dos temas de interesse da nossa Universidade. Sensibiliza-nos seu desprendimento quando se posiciona proclamando, sem deixar margem a dúvidas, querer ir além de pontos de vista particulares ou de grupo.
Na articulação em que nos situamos – uma articulação da qual participam, dentre outras, alas do antigo grupo de 2004, diretores de Instituto, correntes que quatro anos atrás convergiam em torno da profa. Regina Araújo, docentes novos na Rural –; nós incentivamos a todos aqueles – e são muitos – que também com desprendimento têm um posicionamento similar ao seu. Temos confiança de que nosso candidato Ricardo Miranda, por suas posturas, no transcurso do Reitorado e agora em nossas reuniões, vê com simpatia e interesse este aprofundamento discursivo, pois dele sairão boas diretrizes para orientar a equipe que se encontrará, após as eleições, à frente da UFRRJ.
A Rural é um bem público que a todos nós compromete, em primeiro lugar, em relação a objetivos voltados a torná-la uma universidade de excelência acadêmica, como necessita o país para fortalecer seu patrimônio científico-tecnológico. Nesse sentido, recusamos interpelações que não tenham como referência idéias, concepções de universidade, desenvolvimento e crítica da ciência, e da sociedade.
Chamamos a sua participação pessoal e do grupo que ora o colega está mobilizando para se integrarem a um grande fórum de debate sobre a Rural – um fórum com todos os integrantes das articulações. Propomos este passo de reaproximação uma vez que valorizamos as duas articulações. A que se forma ao redor de Ricardo Miranda e o movimento que o colega suscita neste momento. Valorizamos sua militância histórica, e particularmente suas elaborações teóricas e programáticas direcionadas à UFRRJ.
Julgamos que esta reaproximação unitária é de alto interesse para nossa comunidade. Ela certamente abrirá caminho para perspectivas que agora já se divisam tanto no campo que o colega atualmente se situa – no qual vemos a ênfase na questão da democratização da Rural -- como na articulação ao redor de Ricardo Miranda, na qual tem se ressaltado, dentre outros temas-chaves, o da retomada da excelência da Rural, no sentido acima indicado.
Almejamos que esse movimento transcorra no nível das idéias e à luz pública – com sua ampla divulgação. Esperamos atitude aberta tanto do prezado colega e seu campo quanto de Ricardo Miranda e nossa articulação, e que esta reaproximação termine na indicação de nomes dos dois lados para compor uma chapa pluralista, tendo Ricardo Miranda como candidato a Reitor.
Colocamos cópia dessa mensagem ao prof. Miranda como nosso candidato, à coordenação da sua campanha e por intermédio dela a todos que participam das nossas reuniões
Seropédica, 7 de julho de 2008
Manlio S. Fernandes, Ricardo L. Berbara
e Raimundo Santos.

Um comentário:

Anônimo disse...

Caros Manlio, Raimundo e Berbara
Vou ponderar sobre o conteúdo. Agradeço a atenção. Mas, sou céptico quanto à direção que o grupo da articulação que vocês estão vinculados pretende dar ao "aprofundamento da democracia" na Rural e à "inclusão" que tanto vocês falam.
Espero que tenham sucesso em suas postulações. Vamos dar tempo ao tempo...
Esperei até hoje que vocês mesmos tivessem a iniciativa de postar esta carta aberta no blog. Como não o fizeram, tomei a iniciativa de portá-la.