Manifesto por uma Reforma Universitária Democratizante
Roberto José Moreira
UFRRJ, 28/06/2008.Revisto em 06/07/08
Correspondência aos Amigos Raimundo, Berbara e Mânlio
Dou força à batalha de vocês três, os "mosqueteiros" da última reunião da Articulação pró-candidatura do Ricardo Miranda.
Como vocês sabem estou fazendo consultas sobre a criação de um Movimento por uma Reforma Universitária Democratizante, que ainda poderia gerar uma Chapa Reforma Universitária Democratizante, alternativa à gerência da mesma universidade, em particular desta universidade que nos restou após a frustração da estatuinte convocada pelo Mânlio. O Movimento visaria criar a base de uma nova universidade Rural. O Raimundo desestimula-me a formar uma Chapa e Mânlio e Berbara são cépticos, e sem ânimo para tal aventura quixotesca.
Este texto visa principalmente esclarecer a vocês três as motivações e análises que me estimulam a não ficar calado.
Minha análise é a de que essa Chapa alternativa perde. Mas, para tornar a inscrição viável pelas regras eleitorais vigentes necessitaria de no mínimo oito nomes coesos os objetivos que procuro esclarecer a vocês. O que não vejo tão difícil assim.
ESTRATEGICAMENTE estou utilizando esta fala dirigida a vocês três para falar a toda a Universidade, em uma espécie de carta aberta. A Chapa perde, mas o Movimento sairá vitorioso na medida em que deixará visível que parte significativa da universidade (10%, 20%, 30%,ou 40%) ainda aspira uma reforma democratizante no Estatuto e no Regimento Geral, regulando assim novos comportamentos acadêmicos. Vitorioso na medida em que recoloque antigas questões docentes amortecidas pelo tempo e pelo poder, inclusive destes três anos da gestão atual, que pretende apenas adequar os "documentos legais à legislação", em uma abordagem jurídica e legalista.
Minhas "tensões" no interior da cultura universitária ruralina há 27 anos têm sido nesta direção, mas não tenho encontrado o caminho para apresentá-las à discussão na trajetória de minha inserção na política universitária desde a chapa Primavera, de 1984, quando surpreendentemente entrei na primeira lista das eleições diretas da Rural.
Mesmo meu "afastamento" recente da Articulação a favor da reeleição do Ricardo foi um movimento consciente neste tensionamento. Não vejo mais, no ambiente dessa Articulação que vocês ainda participam, espaço para essas discussões.
Minha visão sistematizadora sobre o campo da política universitária poderia ser assim, sumariamente colocada:
A partir de material sobre a Adur ("quem somos" e das "diretorias anteriores", ambos no site da Adur) que enviei a todos o nomeando de curiosidades e de meus pensamentos postos em "Tempos de eleição e reflexão" (distribuído pela COINFO, defendido na Audiência pública do ICHS), e "Documento para reflexão: Contribuição aos debates articulados à reeleição do Prof. Ricardo Miranda e para a composição da chapa" (com 50 cópias distribuídas na reunião de 02/06/08) repensei a minha matriz analítica que preliminarmente estava centrada na hipótese da polaridade Ricardo-Calado vs o "grupo" liderado por Ana, visto por mim como representante da cultura sindicalista da Adur-Sindicato.
Olhando agora um pouco mais de cima (maior abstração) talvez outra chave de leitura mais complexa possa ser pensada inclusive para incluir o José Antônio.
Vejam a seguinte análise da movimentação da política acadêmica e a constituição de duas correntes em disputa:
No nosso campo acadêmico não-sindicalista, que julgo academicamente progressista, poderíamos dizer que - dada a exigência do título de doutor para reitor e vice no pós-reitorado do José Antônio – esta corrente acadêmica progressista (sem detalhar ainda a tradição positivista e a relativista contemporânea da complexidade - na qual me enquadro) estava presente e era hegemônica na 1ª fase da Adur (até 1988). Nesta fase o movimento gerou e construiu a eleição direta, a chapa Primavera, a Alternativa e o Mude.
A partir de 1988 (no período das gestões do Hugo e do Mânlio) a hegemonia desta corrente acadêmica deslocou-se para a hegemonia política da corrente da Adur-Sindical. A transformação de movimento docente para o movimento sindical foi em 1988. Essa corrente sindicalista tem sua origem na crítica da cátedra confundindo-a com uma crítica da acumulação diferenciada de saber científico, reconhecido pelas titulações acadêmicas. Essa visão equivocada resulta em um discurso de desqualificação do saber científico visto como "elitismo" ou "meritocracia". De outro lado, essa corrente não é capaz de reconhecer no Consu o poder político dos diretores eleitos diretamente já por 20 anos, e, mais recentemente, todos com títulos de Doutor, no minimo.
A Adur optou pelo sindicalismo em 1988. Vejam a composição da 5ª Diretoria da Adur que promoveu a transformação da Adur em Sindicato. É uma corrente de forças apoiada no discurso da Andes-Cut, e nos partidos nanicos sem grande expressão nacional [no PT, de seus primórdios e antes da eleição do Lula, e, atualmente, no PSTU e PSOL].
Essas lideranças, menos a do Nogueira, a meu ver, foram formadas em uma cultura sindicalista de fazer política, com a qual tenho profundas divergências, principalmente naqueles momentos ou conjunturas que esta cultura sai das lutas sindicalistas e se volta para a gestão da Universidade. Ter sido sindicalista não significa introjectar a cultura sindicalista na persona política. Veja o caso do Berbara e do Luis Mauro, este adepto da teoria da complexidade de Morin, dentre outros docentes. A "corrente sindicalista" atua acionando as lideranças estudantis que disputam a Diretório Central, também inspiradas nos partidos nanicos com pouca expressão nacional, bem como numa corrente do Sintur, que vejo minoritária, representada, por exemplo, pelo Mauricio.
Olhando o outro lado, a partir do comando da Reitoria vemos o reitorado antigo com tradição na cátedra, que teve o tiro de morte com a Reforma Universitária de 1968, do Governo Militar. Aquele governo visava, dentre outras coisas destruir o poder simbólico do pensamento autônomo e crítico da cultura científica, naquele momento representada pela cátedra acadêmica da Universidade brasileira e não apenas da Rural.
A partir dai a Rural teve um Reitor Interventor (Pimental Gomes, matemático, oriundo do sistema de cátedra da Esalq-Usp. - tenho curiosidades sobre ele que não cabem aqui. Foi meu professor na minha graduação de agronomia na ESALQ/USP). A ação do militarismo resultou na cassação do Prof. Walter Motta, após a morte do estudante George Ricardo Abdala, e na épica greve de 109 dias em 1979.
[Curiosamente o site da Adur Sindical, pesquisado hoje, não permite mais visualizar o artigo sobre a História da Adur, da Profa Ana Lúcia, e nem as Gestões anteriores, que eu havia divulgado a vocês e a outros em mensagem anterior denominada de Curiosidades. Divulgo novamente com este manifesto. Estranho, não? Se não for apenas inabilidade minha com a Internet parece ter havido alguma censura nas informações anteriormente colocadas no link “Quem somos” e no “Gestões anteriores” após a divulgação das minhas Curiosidades. Espero estar errado ao levantar essa hipótese.PS.: Caros. Esta hipótese está errada. Foi minha inabilidade com a Internet que impediu-me de acessar as informações. Já pedi desculpas públicas à Diretoria da Adur. Rio, 11/07/08]
Voltando ao assunto:
A corrente oriunda dos Reitorados antigos, vai gradativamente reduzindo o conteúdo de suas lideranças de um reconhecimento científico do catedrático para lideranças sem titulação.
No período mais recente essas lideranças eleitas por eleição indireta foram o Fausto e o Peracchio. No período das eleições diretas foram o Hugo e o José Antonio (sem título de doutor). Podemos visualizar que nesta corrente a legitimação acadêmica transita, no correr do tempo, de uma legitimidade científica do antigo catedrático para uma liderança da técnico-burocracia.
Esta minha leitura talvez explique o apoio de algumas lideranças do Sintur, depois de sua transformação de Asur para sindicato, que até defendem o voto de aposentados nas nossas eleições diretas, de uma massa não organizada, mas expressiva, de estudantes ansiosos por favores e facilitações acadêmicas, que em período recente chegou a levar à burla e corrupção de registros acadêmicos, e daquilo que alguns chamavam de “baixo clero" da academia, professores sem aspirações ou tesão para a investigação científica, que poderíamos visualizar como aqueles “professores populistas" no trato dos alunos.
Em 2000, a derrota de Manlio-Adivaldo, que ainda representava e representa as lideranças acadêmicas do Movimento docente de sua primeira fase (a Adur até 1988) após os quatro primeiros anos do José Antonio, só pode ser explicada pelo poder que o fato de "estar na Reitoria" dá de vantagem ao Reitor em exercício que disputa o segundo mandato.
Esta é a posição do Ricardo, agora.
Conduz sua reeleição estando na Reitoria. Por isto vejo que não há quem possa derrotá-lo. Isto tem provocado uma arrogância política, com reuniões da atual articulação sendo realizadas até no Salão Azul, sem qualquer pudor no uso da posição de ser Reitor e legitimar sua própria candidatura. É como se o Presidente em exercício fizesse uma reunião político-partidário de consolidação e lançamento de sua candidatura no Palácio da Alvorada. A coordenação da campanha tentou utilizar o Reuni, no lançamento da Articulação em Três Rios e Nova Iguaçu. Espero que a rejeição veemente do Reitor, expressa na reunião do dia 23/06, tenha barrado esta asneira política da coordenação da campanha.
Em 2004 tivemos a "divisão" da liderança do José Antônio na chapas lideradas por Grisi e Regina.
Cumpre registrar que o Grisi - além de seu poder simbólico associado à titulação acadêmica, incorporou a representação FAPUR, e talvez uso do poder da Fapur. Curiosamente foi a campanha mais rica que se teve notícia na história da Rural, inclusive com bombons distribuídos.
A Regina, ainda sem título de doutora, representava a competência administrativa como valor legitimador de sua candidatura e, certamente um caráter ético no trato da coisa pública que eu respeito e admiro.
Também em 2004, a oposição da época, a "nossa Articulação de 2004" (da qual participei ativamente com a proposta e a redação da Diretizes, contra os "principalistas", fase inicial em que fomos vitoriosos) não foi capaz de colocar-se com uma só candidatura, mesmo depois da espantosa adesão de docentes, estudantes e técnico-administrativos às Diretrizes. A definição da chapa Ricardo-Ana com a definição do decanato fragmentou a Articulação.
As lideranças que viabilizaram a candidatura "Atitude" do Gabriel, chapa que votei no primeiro turno, evitaram o deslocamento dos descontentes, que certamente votariam na Regina, talvez a levando ao segundo turno, eliminado o Grisi já no primeiro turno. Se não fosse a candidatura do Gabriel, talvez a Regina fosse agora a nossa Reitora.
Só isto possibilitou que, no segundo turno, parte dos apoios da Regina e a maioria do apoio ao Gabriel, tivessem como única opção a chapa Ricardo-Ana para não terem que votar no Grisi ou anularem o voto.
É curioso, e significativo, que o "grupo" liderado pela Ana não reconheça publicamente isto. Só assim podem continuar a se opor à abertura inclusiva, pretendida pelo Ricardo e por vocês três, dentre outros, como o Nogueira, o Abboud e vários diretores de institutos, mas não só.
Foi por não acreditar mais nessa abertura, que recentemente, na reunião de 23 de junho de 2008, mais uma vez, me afastei da Articulação.
Lembro que na eleição de 2004, o título de doutor não era requisito para a candidatura. Isto é uma obra positiva do Governo Lula, que aplaudo de pé.
Hoje, 2008, para enfrentar o Ricardo, nem o José Antonio e nem a Regina podem ainda postular a candidatura de oposição com chances de vitória. Ambos estão em programas de doutorado. Neste campo não vejo nenhuma candidatura, a não ser uma que venha a ser liderada pelo próprio Grisi, que possa confrontar-se à do Ricardo-Ana.
Titulados, certamente José Antônio e Regina, separados ou juntos, entrarão legitimamente em cena em 2012.
Na articulação atual do Ricardo, tenho a convicção, ocorrerá o mesmo erro que levou à formação da chapa do Gabriel em 2004. A candidatura será um repeteco Ricardo-Ana, com o grupo da Ana fazendo a maioria do decanato. Antevejo que em 2012 essa corrente disputará com uma chapa Ana-Nídia, “puro sangue” da corrente sindicalista.
É em oposição a este quadro presente e futuro que estou procurando lançar o Movimento Reforma Universitária Democratizante, e quem sabe uma Chapa. Não se assustem; a chapa não tem chance de vitória..., a não ser que a comunidade universitária ponderando sobre nossos argumentos nos surpreenda a todos expressando no voto que querem de fato mudanças profundas.
Como criar uma cultura de política universitária que possa de fato discutir a Universidade Rural e o seu lugar no mundo dentro deste espectro acima delineado por minha análise, que mistura personalismos, projetos não-acadêmicos de sindicatos e partidos nanicos. Sei que não é fácil...
A idéia deste Movimento-Chapa visa polemizar em cima da Reforma do Regimento e do Estatuto defendendo uma reforma que:
a) reduziria o poder do P1, fortalecendo academicamente os Institutos. Por exemplo: tomar os atuais conselhos departamentais em conselhos de ensino e pesquisa do Instituto, com participação efetiva dos coordenadores dos cursos de graduação e de pós-graduação (voz e voto). Com essa mudanças os diretores de instituto teriam que exercer agora e no futuro uma função de liderança acadêmica e não só "gerente de prédios e recursos". Lema: levar as decisões acadêmicas ao lugar cotidiano da vida de docentes e estudantes, ou seja, nos institutos.
b) unir as atuais competências do Consu e CEPE em um só “Conselhão”. O objetivo é unificar as decisões "econômicas e administrativas" do Consu com as decisões "acadêmicas" do CEPE, bem como, de reduzir neste Conselhão o poder do executivo [em especial dos decanos, que não são eleitos por votos nominais diretos]. Os decanos - futuros pró-reitores - que atualmente são representantes da reitoria e presidem as câmeras (de pós, de graduação, de extensão) participariam do Conselhão apenas com direito a voz - como relatores das matérias de sua área - sem direito a voto. Poderiam ser criadas outras duas câmaras: a câmara de assuntos administrativos (com representações dos setores administrativos da universidade), e a câmara assuntos estudantis (com representações dos setores - tipo restaurante, alojamento, parque esportivo, núcleos estudantis - e dos alunos) para tratar democraticamente de assuntos que tem ficado apenas na esfera do executivo. Lembro que na minha avaliação os decanos não são eleitos por votos diretos, seus poderes emanam de uma delegação poder que vem do Reitor empossado. No Conselhão, participariam os o reitor, o vice, os diretores dos institutos "acadêmicos" e representantes de estudantes, técnico-administrativos eleitos em eleições diretas e não indicados indiretamente pelo Diretório central dos estudantes e nem pelos sindicatos.
c) construir um novo perfil do profissional formado pela rural, humanizando os currículos.
d) criar um fórum permanente de ciência, cultura e política.
e) a reitoria e o conselhão assumiriam a realização da consulta para as futuras eleições diretas, permitindo, mas não obrigando a indicação-inscrição dos decanos.
Caros amigos
Se transformarmos essas linhas gerais do Movimento Reforma Universitária democratizante em um Programa de uma possível Chapa Reforma Universitária Democratizante, teríamos como matriz programática, a ser discutida com aqueles estudantes, técnico-administrativo e docentes simpáticos a estas diretrizes de ação, os seguinte pontos:
1. Reforma dos Documentos Legais com o objetivo de:
a) democratizar as estruturas universitárias democratizando e reduzindo o poder do executivo concentrado no P1;
b) empoderar academicamente os Institutos transformando em Unidades acadêmicas efetivas, [conforme coloquei em "Documento para Reflexão", 2008, distribuído na reunião de 02/06];
c) garantir a formação de um novo perfil de estudante da Rural – profissional competente, com qualidade, crítico, garantindo espaço na grade curricular para conteúdos sociais, políticos e culturais associados a cada profissão. Para isto será necessário criar uma Coordenação de Ensino de Graduação de Ciclo Básico (responsável pelos conteúdos de humanidades, fundamentos científicos, filosóficos etc) que construiria um novo perfil sócio-cultural dos profissionais da Rural no Séc. XXI. Dependendo da natureza das Reformas dos Estatutos, esta Coordenação poderia ficar situada no Centro ou Fórum permanente de Ciência, Cultura e Política, proposto anteriormente.
Não vejo condições de mudar a regras de candidatura sem decanos na conjuntura atual.
Para competir a Chapa RUD teria que ser composta pelo Reitor e Vice e por seis decanos. Minha idéia é a que os seis decanos, que denomino Decanos da Reforma, assumiriam compromisso público ou escrito de serem apenas responsáveis pela condução e direção dos trabalhos da Reforma dos Documentos Legais e preparando uma proposta de Estatuto e de Regulamento, dentro das regulamentações legais e com o espírito do aprofundamento da democracia universitária proposto pela chapa e legitimada na eleição. Após a eleição passam a formar a Comissão da Reforma dos Documentos Eleitorais, abrindo assim o espaço para que o reitor e vice eleitos possam indicar o decanato acadêmico-administrativo que conduzirá a rotina da Universidade.
No caso de vitória, a composição do futuro decanato se originaria dentre aqueles que apoiaram a campanha e fossem considerados competentes e íntegros para gerir o dia a dia da Universidade neste período de transição.
O Reitor e o Vice eleitos responsabilizar-se-iam, assim, pela composição do Decanato acadêmico-administrativo da próxima Gestão, obviamente com as bases acadêmico-comunitárias que os elegeram. O objetivo aqui é garantir a boa gestão inclusiva realizada até agora pela gestão do Prof. Ricardo. Gerir a expansão já decidida pelo Conselho Universitário, com a aprovação do programa Reuni, bem como a boa gestão acadêmico-administrativa que, no mínimo, deverá manter o padrão de qualidade já atingido pela Gestão Ricardo-Ana.
A proposta de Estatuto e Regulamento construída sob responsabilidade da Comissão da Reforma, seria encaminhada ao Conselho Universitário, ao Cepe e a Reitoria para exames, debates públicos e decisões. A legitimação final seria dada por Plebiscito Universitário. Tudo isto, se possível no prazo de dois anos para, a seguir, podermos implantar a reforma, ainda na gestão.
Poderíamos, ainda mantendo a autonomia do Consu e do Cepe, indicar que as reuniões do dois conselhos seriam conjuntas, reservando as competências específicas de cada um deles.
Todas essas questões seriam explicitadas e discutidas na Campanha, esperando com isto que o voto seja a ferramenta para a construção conjunta da Universidade e não apenas apoio às pessoas e às simpatias dos candidatos.
Caros Amigos
Espero que esses esclarecimentos possam amenizar o ceticismo do Mânlio e do Berbara e amenizar as críticas do Raimundo à formação de uma nova Chapa.
Fiquem a vontade de divulgar esta carta-manifesto, porque eu o farei naquilo que me for possível.
Cordialmente
Roberto José Moreira
PS.: Obviamente tudo seria mais simples se o Conselho Universitário, que vejo hoje como a instância democrática mais legitima [mais ainda do que a do CEPE, que tem vários representantes delegados e não eleitos para essa função de representação] exercesse sem constrangimento o dever de convocar a consulta. Exigiria obrigatoriamente a inscrição de candidaturas de reitor-vice e o programa, facultando a explicitação do futuro decanato. Se, vejam, apenas se, os eleitores da universidade só vierem a votar numa chapa que tenha os nomes dos futuros decanos, como alegam aqueles que falam da “tradição” e da “cultura política” da Rural, a chapa que não nomear os decanos certamente perderia a eleição, não? Se o Conselho Universitário cumprir o que lhe é de direito neste assunto, abre ainda um potencial na política universitária: os sindicatos dos docentes e dos servidores, bem como o Diretório Central dos estudantes – desatrelados da convocação da consulta – poderão, se assim o desejarem, apoiar qualquer das candidaturas inscritas. Não vejo nenhum problema nisto. Isto é um problema entre as lideranças essas lideranças e seus associados.
Será que não teremos nenhum DIRETOR DE INSTITUTO que assuma a iniciativa de propor algo assim para a deliberação do Conselho Universitário?
PS 2.: Em 11/07/08 fiz uma "copy desk" do texto, melhorando a redação sem mudar o conteúdo, e reconheço o equívoco com relação site da ADUR.
26/09/2008 Progressão Funcional. Qual Universidade queremos?
26/09/2008
Título:Progressão Funcional.Qual Universidade queremos?
Roberto José Moreira
A direção superior da UFRRJ tem pautada para discussão de uma proposta de Progressão Funcional, divulgada neste mês de setembro de 2008, que, após debate e aprovação nas instâncias legais da Instituição, passará bianualmente a ser aplicada às avaliações de cada docente que pleitear a progressão funcional.
Levanto aqui algumas questões preliminares sobre a Proposta colocada em discussão.
Parto do princípio de que os quesitos identificados como de ensino, de pesquisa, de extensão universitária e de atividades administrativas e de representação, as ponderações quantitativas e qualitativas a eles atribuidas e as exigências mínimas associadas estes quesitos indicam o que a direção superior, que encaminha a proposta, espera do trabalho de seus docentes, indicando indiretamente o que seria valorizado para o dia a dia e o futuro da Universidade.
Estamos de acordo com esta proposta?
Clique Set 26, abaixo, para acessar o texto completo
Título:Progressão Funcional.Qual Universidade queremos?
Roberto José Moreira
A direção superior da UFRRJ tem pautada para discussão de uma proposta de Progressão Funcional, divulgada neste mês de setembro de 2008, que, após debate e aprovação nas instâncias legais da Instituição, passará bianualmente a ser aplicada às avaliações de cada docente que pleitear a progressão funcional.
Levanto aqui algumas questões preliminares sobre a Proposta colocada em discussão.
Parto do princípio de que os quesitos identificados como de ensino, de pesquisa, de extensão universitária e de atividades administrativas e de representação, as ponderações quantitativas e qualitativas a eles atribuidas e as exigências mínimas associadas estes quesitos indicam o que a direção superior, que encaminha a proposta, espera do trabalho de seus docentes, indicando indiretamente o que seria valorizado para o dia a dia e o futuro da Universidade.
Estamos de acordo com esta proposta?
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04/08/2008 Avaliação acadêmica: uma nova postura?
04/08/2008
Avaliação acadêmica: uma nova postura?
Roberto José Moreira
Ao entrar no Quiosque professor para lançar a avaliação final da disciplina de graduação que ministrei no primeiro semestre de 2008 tive uma grata surpresa ao clicar no "avaliação acadêmica" e ao ter acesso ao pequeno texto da Profa. Nídia introduzindo uma postura desta gestão, naquilo que se refere à avaliação da graduação.
Como ex-presidente e redator da Comissão que gerou a Projeto de Avaliação Institucional de 1995 (UFRRJ, vol. I - Avaliação do ensino de graduação, aprovado e implementado na gestão do Prof. Mânlio) e como principal sensibilizador para a adoção do processo avaliativo em 1995, quero parabenizar a atual decana de graduação por reintroduzir - embora tardiamente, a meu ver - a política de avaliação acadêmica naquilo que se refere à graduação.
Digo tardiamente, por entender que esta adoção tardia é uma resposta à critica que realizei, em junho deste ano, quando ainda participava da articulação da re-candidatura do atual reitor a um novo mandato, já tratada em textos anteriormente divulgados.
Clique Ago 04, abaixo, para acessar o texto completo
Avaliação acadêmica: uma nova postura?
Roberto José Moreira
Ao entrar no Quiosque professor para lançar a avaliação final da disciplina de graduação que ministrei no primeiro semestre de 2008 tive uma grata surpresa ao clicar no "avaliação acadêmica" e ao ter acesso ao pequeno texto da Profa. Nídia introduzindo uma postura desta gestão, naquilo que se refere à avaliação da graduação.
Como ex-presidente e redator da Comissão que gerou a Projeto de Avaliação Institucional de 1995 (UFRRJ, vol. I - Avaliação do ensino de graduação, aprovado e implementado na gestão do Prof. Mânlio) e como principal sensibilizador para a adoção do processo avaliativo em 1995, quero parabenizar a atual decana de graduação por reintroduzir - embora tardiamente, a meu ver - a política de avaliação acadêmica naquilo que se refere à graduação.
Digo tardiamente, por entender que esta adoção tardia é uma resposta à critica que realizei, em junho deste ano, quando ainda participava da articulação da re-candidatura do atual reitor a um novo mandato, já tratada em textos anteriormente divulgados.
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17/07/2008 Carta Pública ao Colega Roberto Moreira
17/07/2008
Carta Pública ao Colega Roberto Moreira
(assinada pelos Profs. Mânlio, Raimundo e Berbara)
Entendemos sua posição de iniciar movimento eleitoral nesta hora justamente aberta a todos os professores, estudantes e técnico-administrativos, visando aprofundar a discussão dos temas de interesse da nossa Universidade. Sensibiliza-nos seu desprendimento quando se posiciona proclamando, sem deixar margem a dúvidas, querer ir além de pontos de vista particulares ou de grupo.
Na articulação em que nos situamos – uma articulação da qual participam, dentre outras, alas do antigo grupo de 2004, diretores de Instituto, correntes que quatro anos atrás convergiam em torno da profa. Regina Araújo, docentes novos na Rural –; nós incentivamos a todos aqueles – e são muitos – que também com desprendimento têm um posicionamento similar ao seu. Temos confiança de que nosso candidato Ricardo Miranda, por suas posturas, no transcurso do Reitorado e agora em nossas reuniões, vê com simpatia e interesse este aprofundamento discursivo, pois dele sairão boas diretrizes para orientar a equipe que se encontrará, após as eleições, à frente da UFRRJ.
Clique Jul 17, abaixo, para acessar texto completo
Carta Pública ao Colega Roberto Moreira
(assinada pelos Profs. Mânlio, Raimundo e Berbara)
Entendemos sua posição de iniciar movimento eleitoral nesta hora justamente aberta a todos os professores, estudantes e técnico-administrativos, visando aprofundar a discussão dos temas de interesse da nossa Universidade. Sensibiliza-nos seu desprendimento quando se posiciona proclamando, sem deixar margem a dúvidas, querer ir além de pontos de vista particulares ou de grupo.
Na articulação em que nos situamos – uma articulação da qual participam, dentre outras, alas do antigo grupo de 2004, diretores de Instituto, correntes que quatro anos atrás convergiam em torno da profa. Regina Araújo, docentes novos na Rural –; nós incentivamos a todos aqueles – e são muitos – que também com desprendimento têm um posicionamento similar ao seu. Temos confiança de que nosso candidato Ricardo Miranda, por suas posturas, no transcurso do Reitorado e agora em nossas reuniões, vê com simpatia e interesse este aprofundamento discursivo, pois dele sairão boas diretrizes para orientar a equipe que se encontrará, após as eleições, à frente da UFRRJ.
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11/07/2008 Manifesto aos sentimentos das pessoas da UFRRJRoberto
Manifesto aos sentimentos das pessoas da UFRRJ
Roberto José MoreiraURRRJ, 11 de julho de 2008
Às pessoas dos estudantes, técnico-administrativos e professores, homens e mulheres brasileiros(a)s que votarão nas próximas eleições diretas para a escolha do reitor(a) e vice da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.
Dirijo-me a vocês como um eleitor preocupado com o vir a ser de nossa Universidade. Esta minha manifestação visa apenas a auxiliar o pensamento reflexivo sobre o poder de seu voto. Divulguem-na e discuta com as pessoas de suas relações mais próximas, obviamente se julgarem que este manifesto é relevante. Não tenho a pretensão de atacar ou defender ninguém. Se alguém assim o sentir, peço desculpas antecipadamente.
Esta minha ousadia só é possível por que estamos na Universidade e somos parcialmente responsáveis por ela. A liberdade de pensamento é um dos fundamentos necessários à prática do ensino, da pesquisa e da extensão universitária. Nesta conjuntura eleitoral de 2008 eu havia decidido não me envolver diretamente em nenhuma articulação de candidaturas para a Reitoria. Após um convite insistente do atual Reitor entrei na articulação de sua reeleição. Após uma participação inicial, explicitada em outros documento já divulgados e posteriormente postados neste blog, decidi afastar-me daquela articulação.
Este afastamento motivou um Manifesto público, dirigido aos professores Manlio, Berbara e Raimundo, no qual postulava a necessidade de articular uma nova Chapa, mesmo que fosse para perder. Neste momento é que decidi criar este blog, como veículo para a criação de um Movimento de mais longo prazo.
É neste momento que escrevo este texto dirigido à comunidade das pessoas da Rural.
Clique Jul 11, abaixo, para acessar texto completo
Roberto José MoreiraURRRJ, 11 de julho de 2008
Às pessoas dos estudantes, técnico-administrativos e professores, homens e mulheres brasileiros(a)s que votarão nas próximas eleições diretas para a escolha do reitor(a) e vice da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.
Dirijo-me a vocês como um eleitor preocupado com o vir a ser de nossa Universidade. Esta minha manifestação visa apenas a auxiliar o pensamento reflexivo sobre o poder de seu voto. Divulguem-na e discuta com as pessoas de suas relações mais próximas, obviamente se julgarem que este manifesto é relevante. Não tenho a pretensão de atacar ou defender ninguém. Se alguém assim o sentir, peço desculpas antecipadamente.
Esta minha ousadia só é possível por que estamos na Universidade e somos parcialmente responsáveis por ela. A liberdade de pensamento é um dos fundamentos necessários à prática do ensino, da pesquisa e da extensão universitária. Nesta conjuntura eleitoral de 2008 eu havia decidido não me envolver diretamente em nenhuma articulação de candidaturas para a Reitoria. Após um convite insistente do atual Reitor entrei na articulação de sua reeleição. Após uma participação inicial, explicitada em outros documento já divulgados e posteriormente postados neste blog, decidi afastar-me daquela articulação.
Este afastamento motivou um Manifesto público, dirigido aos professores Manlio, Berbara e Raimundo, no qual postulava a necessidade de articular uma nova Chapa, mesmo que fosse para perder. Neste momento é que decidi criar este blog, como veículo para a criação de um Movimento de mais longo prazo.
É neste momento que escrevo este texto dirigido à comunidade das pessoas da Rural.
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06/07/2008 Manifesto por uma Reforma Universitária Democratizante
06/07/2008
Manifesto por uma Reforma Universitária Democratizante
Roberto José MoreiraUFRRJ, 28/06/2008. Revisto em 06/07/08
Correspondência aos Amigos Raimundo, Berbara e Mânlio
Dou força à batalha de vocês três, os "mosqueteiros" da última reunião da Articulação pró-candidatura do Ricardo Miranda. Como vocês sabem estou fazendo consultas sobre a criação de um Movimento por uma Reforma Universitária Democratizante, que ainda poderia gerar uma Chapa Reforma Universitária Democratizante, alternativa à gerência da mesma universidade, em particular desta universidade que nos restou após a frustração da estatuinte convocada pelo Mânlio.
O Movimento visaria criar a base de uma nova universidade Rural. O Raimundo desestimula-me a formar uma Chapa e Mânlio e Berbara são cépticos, e sem ânimo para tal aventura quixotesca. Este texto visa principalmente esclarecer a vocês três as motivações e análises que me estimulam a não ficar calado. Minha análise é a de que essa Chapa alternativa perde. Mas, para tornar a inscrição viável pelas regras eleitorais vigentes necessitaria de no mínimo oito nomes coesos os objetivos que procuro esclarecer a vocês. O que não vejo tão difícil assim. ESTRATEGICAMENTE estou utilizando esta fala dirigida a vocês três para falar a toda a Universidade, em uma espécie de carta aberta.
A Chapa perde, mas o Movimento sairá vitorioso na medida em que deixará visível que parte significativa da universidade (10%, 20%, 30%,ou 40%) ainda aspira uma reforma democratizante no Estatuto e no Regimento Geral, regulando assim novos comportamentos acadêmicos.
Vitorioso na medida em que recoloque antigas questões docentes amortecidas pelo tempo e pelo poder, inclusive destes três anos da gestão atual, que pretende apenas adequar os "documentos legais à legislação", em uma abordagem jurídica e legalista.
Minhas "tensões" no interior da cultura universitária ruralina há 27 anos têm sido nesta direção, mas não tenho encontrado o caminho para apresentá-las à discussão na trajetória de minha inserção na política universitária desde a chapa Primavera, de 1984, quando surpreendentemente entrei na primeira lista das eleições diretas da Rural.
Mesmo meu "afastamento" recente da Articulação a favor da reeleição do Ricardo foi um movimento consciente neste tensionamento. Não vejo mais, no ambiente dessa Articulação que vocês ainda participam, espaço para essas discussões.
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Manifesto por uma Reforma Universitária Democratizante
Roberto José MoreiraUFRRJ, 28/06/2008. Revisto em 06/07/08
Correspondência aos Amigos Raimundo, Berbara e Mânlio
Dou força à batalha de vocês três, os "mosqueteiros" da última reunião da Articulação pró-candidatura do Ricardo Miranda. Como vocês sabem estou fazendo consultas sobre a criação de um Movimento por uma Reforma Universitária Democratizante, que ainda poderia gerar uma Chapa Reforma Universitária Democratizante, alternativa à gerência da mesma universidade, em particular desta universidade que nos restou após a frustração da estatuinte convocada pelo Mânlio.
O Movimento visaria criar a base de uma nova universidade Rural. O Raimundo desestimula-me a formar uma Chapa e Mânlio e Berbara são cépticos, e sem ânimo para tal aventura quixotesca. Este texto visa principalmente esclarecer a vocês três as motivações e análises que me estimulam a não ficar calado. Minha análise é a de que essa Chapa alternativa perde. Mas, para tornar a inscrição viável pelas regras eleitorais vigentes necessitaria de no mínimo oito nomes coesos os objetivos que procuro esclarecer a vocês. O que não vejo tão difícil assim. ESTRATEGICAMENTE estou utilizando esta fala dirigida a vocês três para falar a toda a Universidade, em uma espécie de carta aberta.
A Chapa perde, mas o Movimento sairá vitorioso na medida em que deixará visível que parte significativa da universidade (10%, 20%, 30%,ou 40%) ainda aspira uma reforma democratizante no Estatuto e no Regimento Geral, regulando assim novos comportamentos acadêmicos.
Vitorioso na medida em que recoloque antigas questões docentes amortecidas pelo tempo e pelo poder, inclusive destes três anos da gestão atual, que pretende apenas adequar os "documentos legais à legislação", em uma abordagem jurídica e legalista.
Minhas "tensões" no interior da cultura universitária ruralina há 27 anos têm sido nesta direção, mas não tenho encontrado o caminho para apresentá-las à discussão na trajetória de minha inserção na política universitária desde a chapa Primavera, de 1984, quando surpreendentemente entrei na primeira lista das eleições diretas da Rural.
Mesmo meu "afastamento" recente da Articulação a favor da reeleição do Ricardo foi um movimento consciente neste tensionamento. Não vejo mais, no ambiente dessa Articulação que vocês ainda participam, espaço para essas discussões.
Clique Jul o6, abaixo, para acessar o texto completo
05/07/2008 Documento para reflexão
05/07/2008
Documento para reflexão
Contribuição aos debates articulados à reeleição do Prof. Ricardo MirandaRio, 30 de maio 2008
Matrizes Conceituais
Por éticas e hábitos universitários sócio-cientificamente críticos e democráticos
Entendo que a Diretriz para o aprofundamento das diretrizes de ação da política acadêmica deveria ter como meta prioritária à construção de uma sociabilidade na cultura universitária e na gestão administrativa que objetivem construir, liderar e gerir processos democráticos capazes de:a. realizar a crítica da ciência, da técnica e da sociedade;b. de formar de profissionais e cientistas flexíveis, críticos e responsáveis, críticos da ciência e da sociedade;c. de entender que a “máquina administrativa” deve estar a serviço do bom ensino, da boa pesquisa e da extensão: ed. que contribuam na construção de uma Universidade pública socialmente engajada na construção da cidadania, da ampliação dos espaços democráticos de acesso à universidade e de uma sociedade brasileira socialmente justa.
Entendo ainda que nos movimentar nesta direção universitária cumpre-nos reconhecer as responsabilidades diferenciadas do corpo docente, técnico-administrativo e do corpo discente no uso de recursos públicos e da função social da Universidade, no ensino, na pesquisa e na extensão. A meu ver: a) O corpo docente tem a maior responsabilidade pelo presente e futuro da Universidade por ser responsável pela direção, qualidade e eficiência do ensino, pela pesquisa e pela extensão e por construir e transmitir valores éticos e comportamentais próprios da ciência crítica e da cultura democrática. (Obviamente, descartando e lutando contra outros valores, éticas e comportamentos, mesmo entre os docentes). b) Os servidores técnico-administrativos são fundamentais por responderem pela eficiência, qualidade e rapidez das instâncias técnico-burocrática e os órgãos administrativos que dão suporte ao ensino, a pesquisa e à extensão e por construírem a ética e os valores comportamentais no trato da coisa pública. . (Obviamente, descartando e lutando contra outros valores, éticas e comportamentos, mesmo entre os técnico-administrativos. c) Os estudantes, frutos dos esforços dos docentes e servidores, de seus pais, sas escolas por que já passaram e da sociedade em gera são os sujeitos participantes responsáveis pelo futuro da sociedade, por serem portadores de anseios e das responsabilidades futuras na profissão e na ciência, bem como portadores dos valores éticos e morais e comportamentais que receberem e construírem na Universidade, bem como portadores do sentido social e dos conteúdos da profissão que receberem em sua passagem pela Universidade.
A convicção acima apresentada compõe o PRESSUPOSTO minha contribuição. Como estamos em um campo de articulação política universitária penso relevante sabermos se estes pressupostos são aceitos. Se não, quais seriam os pressupostos que regeriam as nossas ações comuns?
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Documento para reflexão
Contribuição aos debates articulados à reeleição do Prof. Ricardo MirandaRio, 30 de maio 2008
Matrizes Conceituais
Por éticas e hábitos universitários sócio-cientificamente críticos e democráticos
Entendo que a Diretriz para o aprofundamento das diretrizes de ação da política acadêmica deveria ter como meta prioritária à construção de uma sociabilidade na cultura universitária e na gestão administrativa que objetivem construir, liderar e gerir processos democráticos capazes de:a. realizar a crítica da ciência, da técnica e da sociedade;b. de formar de profissionais e cientistas flexíveis, críticos e responsáveis, críticos da ciência e da sociedade;c. de entender que a “máquina administrativa” deve estar a serviço do bom ensino, da boa pesquisa e da extensão: ed. que contribuam na construção de uma Universidade pública socialmente engajada na construção da cidadania, da ampliação dos espaços democráticos de acesso à universidade e de uma sociedade brasileira socialmente justa.
Entendo ainda que nos movimentar nesta direção universitária cumpre-nos reconhecer as responsabilidades diferenciadas do corpo docente, técnico-administrativo e do corpo discente no uso de recursos públicos e da função social da Universidade, no ensino, na pesquisa e na extensão. A meu ver: a) O corpo docente tem a maior responsabilidade pelo presente e futuro da Universidade por ser responsável pela direção, qualidade e eficiência do ensino, pela pesquisa e pela extensão e por construir e transmitir valores éticos e comportamentais próprios da ciência crítica e da cultura democrática. (Obviamente, descartando e lutando contra outros valores, éticas e comportamentos, mesmo entre os docentes). b) Os servidores técnico-administrativos são fundamentais por responderem pela eficiência, qualidade e rapidez das instâncias técnico-burocrática e os órgãos administrativos que dão suporte ao ensino, a pesquisa e à extensão e por construírem a ética e os valores comportamentais no trato da coisa pública. . (Obviamente, descartando e lutando contra outros valores, éticas e comportamentos, mesmo entre os técnico-administrativos. c) Os estudantes, frutos dos esforços dos docentes e servidores, de seus pais, sas escolas por que já passaram e da sociedade em gera são os sujeitos participantes responsáveis pelo futuro da sociedade, por serem portadores de anseios e das responsabilidades futuras na profissão e na ciência, bem como portadores dos valores éticos e morais e comportamentais que receberem e construírem na Universidade, bem como portadores do sentido social e dos conteúdos da profissão que receberem em sua passagem pela Universidade.
A convicção acima apresentada compõe o PRESSUPOSTO minha contribuição. Como estamos em um campo de articulação política universitária penso relevante sabermos se estes pressupostos são aceitos. Se não, quais seriam os pressupostos que regeriam as nossas ações comuns?
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Arquivo com textos
- 07/05 - 07/12 (2)
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Lênin e Gramsci, de Raimundo Santos
Prezados/as, tenho participado da articulação em favor da candidatura de Ricardo Miranda, no seio da qual defendo a formação de uma chapa rigorosamente plural, compondo todas as áreas que comparecem às reuniões, incluídos profs. que não estão alinhados com as tendências dessa mesma articulação e que possuidores de relevada competência acadêmica e de gestão universitária; e ainda tenho defendido a convergência da chapa R. Miranda com o movimento de ídéias do Roberto Moreira. Escrevi alguns textos divulgados na lista de e-mails da citada articulação. Em apoio àquela concepção de chapa pluralista recentemente escrevi e publiquei no Rural Semanal os três seguintes paragrafos que tomo a liberdade de lhes enviar.
Lênin e Gramsci
Lênin e Gramsci guiaram as esquerdas comunistas até os anos 1970, a marxista-leninista e, depois, a vertente que se reivindica apenas marxista. Eles as orientaram na busca de uma sociedade homogênea na qual a política e o Estado já não teriam serventia (neste estágio a "administração das pessoas" seria substituída pela "administração das coisas", cf. Engels). A ditadura do proletariado viria garantir a supremacia popular requerida para alcançarmos essas utopias igualitárias (cf. Marx e Engels, sobremaneira Lênin, no limiar do século XX).
Gramsci elabora suas teorias no contexto da crise de 1929, quando o poder burguês já não se sustenta exclusivamente no uso da força (no Estado, por ele renomeado como "sociedade política"). Ampliado, o Estado passa a contar com o consenso obtido por meio de um "conjunto de "aparelhos privados de hegemonia" (escolas, partidos etc.), a "sociedade civil". Nessa circunstância, a revolução não se reduz a um assalto direto ao Estado (Rússia, 1917). Ela assume forma de uma "guerra de trincheiras" ou "posições" no interior da "sociedade civil", não desconsiderada a captura da "casamata" mais forte: a "sociedade política". Para Gramsci, a revolução consiste num processo largo de renovamento "ético-político", "catarse" (sic). Todavia, assim pensada (consenso prévio, instituições), a revolução pressupunha hegemonia. No contexto já muito diversificado daquela época de "capitalismo organizado", o socialismo, no "Ocidente" (nas sociedades complexas; "Ocidente" não é conceito geográfico), requer supremacia de um bloco nacional-popular.
O núcleo dessa teoria gramsciana – a hegemonia – foi discutido intensamente desde que Bobbio fixou nosso paradoxo nos anos 1970: democracia no capitalismo; socialismo sem democracia. A esquerda vem se debatendo ante o desafio de renovar a sociedade por meio da política, sob o Estado Democrático de Direito. Habermas, a quem sigo, define-se pelo caminho da "identificação sem reservas com o Estado democrático de direito, sem o abandono de objetivos reformistas muito além do status quo". [Ver também versão expandida em Democracia Política e Novo Reformismo http://gilvanmelo.blogspot.com].
Lênin e Gramsci
Lênin e Gramsci guiaram as esquerdas comunistas até os anos 1970, a marxista-leninista e, depois, a vertente que se reivindica apenas marxista. Eles as orientaram na busca de uma sociedade homogênea na qual a política e o Estado já não teriam serventia (neste estágio a "administração das pessoas" seria substituída pela "administração das coisas", cf. Engels). A ditadura do proletariado viria garantir a supremacia popular requerida para alcançarmos essas utopias igualitárias (cf. Marx e Engels, sobremaneira Lênin, no limiar do século XX).
Gramsci elabora suas teorias no contexto da crise de 1929, quando o poder burguês já não se sustenta exclusivamente no uso da força (no Estado, por ele renomeado como "sociedade política"). Ampliado, o Estado passa a contar com o consenso obtido por meio de um "conjunto de "aparelhos privados de hegemonia" (escolas, partidos etc.), a "sociedade civil". Nessa circunstância, a revolução não se reduz a um assalto direto ao Estado (Rússia, 1917). Ela assume forma de uma "guerra de trincheiras" ou "posições" no interior da "sociedade civil", não desconsiderada a captura da "casamata" mais forte: a "sociedade política". Para Gramsci, a revolução consiste num processo largo de renovamento "ético-político", "catarse" (sic). Todavia, assim pensada (consenso prévio, instituições), a revolução pressupunha hegemonia. No contexto já muito diversificado daquela época de "capitalismo organizado", o socialismo, no "Ocidente" (nas sociedades complexas; "Ocidente" não é conceito geográfico), requer supremacia de um bloco nacional-popular.
O núcleo dessa teoria gramsciana – a hegemonia – foi discutido intensamente desde que Bobbio fixou nosso paradoxo nos anos 1970: democracia no capitalismo; socialismo sem democracia. A esquerda vem se debatendo ante o desafio de renovar a sociedade por meio da política, sob o Estado Democrático de Direito. Habermas, a quem sigo, define-se pelo caminho da "identificação sem reservas com o Estado democrático de direito, sem o abandono de objetivos reformistas muito além do status quo". [Ver também versão expandida em Democracia Política e Novo Reformismo http://gilvanmelo.blogspot.com].
Instantes
Lançamento de livros do Programa CPDA. Foto: RJ Moreira
Instantes
Artista: Roberto. Mostra Instantes, ICHS.
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3 comentários:
RJMoreira
Testando.
É sempre bom ser convidado ao debate democrático e cumprimento o Prof. Roberto Moreira pela iniciativa de abrir este espaço. É mais uma relevante contribuição que Roberto dá ao debate acadêmico. Utopia? Viva quem tem coragem de expor suas idéias, sabendo que sofrerá críticas as mais diversas mas, como diria Nietzsche, “Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar, para atravessar o rio da vida – ninguém, exceto tu, só tu. Existem, por certo, atalhos sem números, e pontes, e semideuses que se oferecerão para levar-te além do rio; mas isso te custaria a tua própria pessoa; tu te hipotecarias e te perderias. Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar. Onde leva? Não perguntes, segue-o!”
A construção da democracia na Universidade é cuidadosa, lenta e dela não devemos desistir nunca. Participo da articulação pela reeleição do Prof. Ricardo Miranda como lider de uma gestão inclusiva sem precedentes e de uma transformação profunda em curso na Rural. E apoio também o nome da Profa. Ana Dantas para Vice- Reitora, pois considero que é a pessoa mais adequada hoje para continuar ocupando este lugar. Com a responsabilidade de dirigir o ICHS nos próximos anos, considero de alta relevância que a liderança do atual Reitor, junto com a Vice-Reitora, prevaleça durante os anos-chave do amplo processo de reestruturação e expansão em curso.
A reforma democratizante do Estatuto e do Regimento Geral deve ser um objetivo comum a animar os democratas das mais diversas tendências. Não dá mais prá empurrarmos com a barriga e aguentarmos documentos legais que estão absurdamente defasados. Por exemplo, um Conselho Universitário que tem representação da Confederação Nacional da Agricultura e não tem um voto sequer dos técnico-administrativos é uma aberração. Digo isso apesar do representante atual da CNA ser um grande ser humano e brilhante acadêmico, o ex-Reitor Adriano Peracchi.
Concordo plenamente com a proposta do Roberto Moreira por uma reforma que fortaleça academicamente os institutos e cobre uma função de liderança acadêmica dos diretores, como tornar os atuais conselhos departamentais em conselhos de ensino, pesquisa e extensão, com participação efetiva dos coordenadores de graduação e de pós-graduação (além dos técnico-administrativos e aumento da representação estudantil).
Também concordo plenamente com o objetivo de construir um novo perfil do profissional formado pela Rural, humanizando os currículos. Somos ainda uma grande politécnica e devemos mudar de patamar, formando não só profissionais competentes, mas pessoas capazes de exercer plenamente suas profissões.
Temos também pleno acordo sobre a urgência de constituirmos um fórum permanente de ciência, cultura e política, compromisso já firmado com a comunidade do ICHS.
Quanto à provocação que o Prof. Roberto faz aos diretores: "Será que não teremos nenhum Diretor de Instituto que assuma a iniciativa de propor ao Conselho Universitário que convoque a consulta", defenderei que o Consu passe a cumprir esse papel sim, mas pós-reforma dos documentos legais. Não vejo como propor novas regras para o jogo em andamento.
Antonio Carlos Nogueira
Caro Nogueira
Você inaugurou a nossa sessão de comentários.
Fico bastante satisfeito com seu reconhecimento e concordância. Destaquei em "curiosidades" um fragmento de seus comentários.
Quanto ao meu provocador desafio aos diretores de Institutos, ainda permaneço indagando. Qual é o problema de o Conselho Universitário assumir, de fato e agora, as suas obrigações institucionais? Afinal, são 20 anos de eleições diretas de Diretores.
Minha provocação positiva, não feriria a "cultura" da Rural pois manteria a candidatura de decanos como "opção" e não como obrigação. Democracia já! Lembra?
Eu, particularmente, acho que esta suposta "cultura", que amarra as candidaturas do reitor a decanos com poder de arregimatização de voto, já não existe mais nos sentimentos das pessoas da Rural.
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